A Dor de Cabeça Pós-Eleição: Quando o Vale e o Litoral Perdem a Voz
Nada que um bom Doril para aliviar a enxaqueca de quem investiu pesado na campanha política e acordou, 48 horas após o pleito, com um gosto extremamente amargo. A promessa de formar uma bancada forte e representativa nas esferas estadual e federal desmanchou-se nas urnas, deixando um rastro de frustração nos quase dois milhões de eleitores da RMVale e do Litoral Norte.
Enquanto o interior amargou derrotas expressivas, a começar pelo forte desempenho do ex-prefeito Thales Gabriel em Cruzeiro, com expressivos 60.619 votos, e do ex-prefeito Antônio Carlos da Silva no Litoral Norte, com 23.504 votos, a realidade impôs um contraste gritante. Apenas São José dos Campos conseguiu furar o bloqueio, consagrando os deputados estaduais Thomaz Henrique e Leticia Aguiar, além de Eduardo Cury para a Câmara Federal.
O restante da região viu suas esperanças diluídas entre divisões locais e candidaturas que bateram na trave. Fica, portanto, o questionamento inevitável: até quando o peso político do nosso povo continuará fragmentado, enquanto o poder central decide o futuro sem a nossa verdadeira voz?