Encontro com Maria Fabiana Almeida, filha da ex-presidente das Mães da Praça de Maio
O Grupo Tortura Nunca Mais – RJ e a Associação Brasileira de Imprensa – ABI promovem, no próximo dia 21 de julho, às 18 horas, no sétimo andar da sede da ABI – Rua Araújo Porto Alegre, 71, no Centro do Rio de Janeiro, um encontro com Maria Fabiana Almeida, irmã do desaparecido político Alejandro Martin Almeida e filha de Taty Almeida, presidente das Mães da Praça de Maio, falecida no dia 14 de junho de 2026, aos 95 anos.
Maria Fabiana é irmã de Alejandro Martín Almeida, estudante de medicina e militante político que foi sequestrado e desaparecido em 17 de junho de 1975, aos 20 anos, por um esquadrão da morte anticomunista conhecido como Triple A. O corpo de Alejandro nunca foi encontrado. Após o desaparecimento do irmão, e seguindo os passos da mãe, Fabiana colaborou ativamente com o movimento Mães da Praça de Maio – Linha Fundadora, participando de eventos, debates e recebendo homenagens em nome de Taty. Ela também é professora e colabora com arquivos e centros de memória histórica na América Latina.
Taty Almeida nasceu Lidia Stella Mercedes Miy Uranga em 28 de junho de 1930. Ela era professora e em 1953 casou-se com seu colega Jorge Almeida, com quem teve três filhos: Jorge, Alejandro e Fabiana.
Sua transformação em ativista teve origem em uma tragédia pessoal. Seu filho de 20 anos, Alejandro, um ativista político de esquerda, foi sequestrado em 1975 pela organização paramilitar de direita Triple A.
Alejandro, que cursava o primeiro ano de Medicina na UBA e trabalhava na agência de notícias estatal Télam, permanece desaparecido desde então, e Taty nunca conseguiu recuperar seus restos mortais.
A partir de 1979, ela se juntou às Mães da Praça de Maio, um grupo de mulheres que exigiam a verdade sobre o destino de seus filhos desaparecidos durante a última ditadura militar argentina (1976-1983).
Nos últimos anos, ela manteve uma postura abertamente confrontativa com o governo de Javier Milei em relação às suas políticas de memória, verdade e justiça, e foi uma das vozes centrais nos eventos do 50º aniversário do golpe cívico-militar, em março de 2026.
