Portal Bastidores NewsVoltar à capa ›
Política

Governo brasileiro nega vistos a diplomatas dos EUA e recebe apoio da China contra interferência externa

Decisão do Itamaraty ocorre após reportagem revelar intenção de enviados americanos em questionar eleições; em telefonema, presidente Xi Jinping defende soberania nacional.

Há 10 minutos Leitura de 1 min Por Hellem Mello
Governo brasileiro nega vistos a diplomatas dos EUA e recebe apoio da China contra interferência externa

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil (Itamaraty) negou os pedidos de visto de entrada a dois representantes do Departamento de Estado dos Estados Unidos que planejavam viajar a Brasília. A decisão diplomática foi tomada após reportagem do jornal The Washington Post revelar que a missão americana pretendia realizar reuniões com o objetivo de levantar questionamentos sobre o sistema eleitoral e a integridade das urnas eletrônicas brasileiras.


​Os vistos haviam sido solicitados para Riley M. Barnes, secretário de Estado adjunto para Democracia, Direitos Humanos e Trabalho, e para o subsecretário adjunto Samuel D. Samson. Segundo fontes do governo brasileiro, a autorização de viagem foi recusada para evitar o risco de instrumentalização política e a contestação do processo eleitoral do país por autoridades estrangeiras.

​Diálogo diplomático entre Brasil e China

​Em meio à tensão geopolítica com Washington — exacerbada também por disputas comerciais e tarifas impostas pela administração de Donald Trump —, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizou uma conversa telefônica de mais de uma hora com o presidente da China, Xi Jinping.

​Durante o diálogo, o líder chinês declarou que Pequim apoia o Brasil na defesa de sua soberania e se opõe a qualquer tipo de interferência externa em assuntos internos do país. A declaração foi divulgada pela agência estatal chinesa Xinhua.

​Conforme comunicados oficiais do Palácio do Planalto e de autoridades chinesas, a pauta da ligação também incluiu o avanço de negociações para um acordo comercial entre o Mercosul e a China, a cooperação tecnológica em áreas como satélites e inteligência artificial, além de debates sobre o cenário de conflitos globais.

Compartilhe
‹ Voltar à capa