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Saúde

Hipertensão arterial

31/08/2026 Leitura de 8 min Por Ester Bittencourt - Jornalista
Hipertensão arterial

É considerada hipertensão (tensão ou pressão arterial elevada) quando a tensão sistólica (máxima) é superior a 140 mm Hg ou a tensão diastólica (mínima) está acima de 80 mm Hg. A tensão arterial é considerada ótima se estiver abaixo de 120/80 mm Hg, normal entre 120-130/80-85 mmHg e normal-alta entre 130-140/85-90 mmHg . Veja mais informação em “Variação da tensão arterial”.

Na maior parte dos casos, a hipertensão arterial é uma doença que se desenvolve de forma lenta ao longo dos anos e afeta um grande número de pessoas a nível mundial, podendo provocar problemas de saúde graves. Veja mais informação em “complicações da hipertensão arterial”.


O que é a tensão arterial?

O coração bombeia o sangue para o fazer chegar às células de todo o corpo através das artérias. Em condições normais, as artérias estão desimpedidas e possuem um fluxo sanguíneo normal. Grosso modo, a tensão arterial permite-nos avaliar a pressão que é exercida pelo coração para que o sangue chegue às células, através das artérias (fluxo sanguíneo).

A tensão arterial engloba três aspetos: a quantidade de sangue a ser bombeado pelo coração, a força da contração cardíaca e a resistência nas artérias ao fluxo sanguíneo, isto é, quanto mais sangue o coração bombear e mais estreitas (obstruídas ou tapadas) as artérias estiverem, maior será a resistência encontrada ao sangue passar e consequentemente maior será a tensão arterial.

A hipertensão ocorre quando a tensão arterial (muitas vezes, chamada de pressão arterial) nos vasos sanguíneos é alta ou elevada comparando-a com os valores esperados (normais).

Variação normal da tensão arterial

A medição da tensão arterial é feita em milímetros de mercúrio (mm Hg) e resulta no aparecimento de dois números no medidor. O primeiro mede a pressão das artérias quando o coração bate (tensão sistólica ou máxima). O segundo número mede a pressão nas artérias entre batimentos (tensão diastólica ou mínima).

O valor apresentado é sempre uma combinação entre a tensão máxima e mínima. Exemplo: 11/7, indicam uma tensão máxima (sistólica) de 11 e uma mínima (diastólica) de 7.

Note que estamos a arredondar os valores, para ir de encontro aos valores conhecidos pelo senso comum, pois na verdade os aparelhos eletrónicos mostrariam neste caso (110/70).

Em relação à tensão arterial, os resultados das medições podem ser divididos em quatro categorias, dependendo dos valores apresentados:

Se a sua tensão arterial está fora do intervalo normal, deve procurar o médico Cardiologista (especialista em Cardiologia) para avaliação e eventual instituição de tratamento atempado, de modo a evitar possíveis complicações irreversíveis.

Hipertensão primária e secundária

Os tipos ou a classificação da hipertensão variam consoante as causas do aumento da tensão arterial, a saber:

Causas da hipertensão arterial

Muitos casos de hipertensão são provocados por estilos de vida não saudáveis, como uma alimentação inapropriada, ingestão abusiva de bebidas alcoólicas, obesidade e sedentarismo, que são propícios ao estreitamento ou enrijecimento dos vasos sanguíneos, levando assim ao aumento da tensão arterial.

No entanto, muitos casos devem-se a algum problema de saúde já existente ou a certas medicações que provocam o desenvolvimento da doença, a saber:

Sinais e sintomas da hipertensão arterial

A hipertensão arterial é uma doença que em grande parte dos casos é assintomática, isto é, não apresenta quaisquer sintomas. Somente após anos de evolução (ou até décadas) com a tensão arterial elevada é que alguns sinais e sintomas surgem e mesmo assim podem ser desvalorizados. Assim, podemos dizer que a doença evolui de “forma silenciosa”, sendo muito difícil de percecionar os sintomas iniciais, muitas vezes inespecíficos, causando danos irreversíveis ao longo do tempo. Veja mais informação em “complicações da hipertensão”.

Podemos associar os seguintes sinais e sintomas à hipertensão:

Dito isto, é aconselhável verificar a tensão arterial regularmente para evitar a progressão da doença e não esperar pelo aparecimento de algum sinal ou sintoma.

Fatores de risco na hipertensão

A hipertensão arterial inclui vários fatores de risco que aumentam a probabilidade de possíveis complicações, a saber:

Complicações da hipertensão arterial

Quando não diagnosticada e tratada atempadamente, a hipertensão arterial pode provocar complicações muito graves, muitas delas com elevado risco de morte, a saber:

Diagnóstico da hipertensão arterial

Além da análise da história clínica do doente, o diagnóstico da hipertensão é efetuado através da medição da tensão arterial. Para isso, o médico ou especialista coloca uma braçadeira no braço do doente e mede a tensão usando um medidor de tensão ou esfigmomanómetro.

Uma medição da tensão arterial pode não ser suficiente para diagnosticar a hipertensão. Stress ou ansiedade podem influenciar a leitura, então, se o resultado da medição for elevado, pode ser solicitado ao doente que efetue um registo mais frequente. Este registo é feito em casa com um medidor de tensão, de modo a confirmar a presença do problema.

Pode também ser recomendada uma monitorização da tensão arterial através de um exame chamado MAPA (monitorização ambulatória da pressão arterial). Esta monitorização é feita através de um dispositivo que mede a tensão arterial em intervalos, habitualmente, durante 24 ou 48 horas, fornecendo informações mais precisas acerca da tensão arterial média do doente.

Saiba, aqui, tudo sobre MAPA.

No diagnóstico diferencial, o médico Cardiologista pode solicitar vários exames ao coração (ECG, ecocardiograma, prova de esforço, etc.), bem como outros meios complementares de diagnóstico e terapêutica (MCDT) para excluir outras patologias.

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