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Saúde

ILUSÃO NA TELA, RUÍNA NA VIDA REAL: O VÍCIO EM APOSTAS ON-LINE ENTRA NA PAUTA DA SAÚDE PÚBLICA EM SÃO SEBASTIÃO

Há 46 minutos Leitura de 2 min Por Guilherme AAraújo - Jornalista Investigativo MTB 79157 | Escritor | Ativista Político | Gestor em Políticas Públicas | Palestrante | Negociador e Mediador de Conflitos | Membro da ABI/RJ nº E-002885

O que começa com a promessa tentadora de um ganho fácil ao alcance de pouca toques na tela do celular rapidamente pode se transformar em um espiral silencioso de dívidas, ansiedade e destruição familiar. Reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um transtorno mental — a chamada ludopatia —, a compulsão por apostas virtuais e "bets" deixou de ser apenas um problema financeiro individual para se tornar uma crise social e de saúde pública.

Atenta ao crescimento desenfreado da procura por socorro emocional e financeiro no município, a Prefeitura de São Sebastião deu um passo pioneiro na região e passou a oferecer atendimento especializado para tratar a dependência em jogos virtuais.


A estrutura por trás da salvação: da UBS ao CAPS

Diante do aumento no número de pessoas que perderam o controle sobre o hábito, o município organizou um fluxo integrado de acolhimento:

O retrato de um país refém do algoritmo

O movimento em São Sebastião reflete uma urgência nacional. Dados do Datafolha apontam que 7% dos brasileiros adultos são praticantes de apostas digitais. Entre quem já apostou, estarrecedores 35% confessam ter comprometido drasticamente a vida financeira — recorrendo a empréstimos, estourando cartões de crédito ou queimando economias de uma vida.

Diante do cenário crítico, o Ministério da Fazenda baixou regras mais severas para regulamentar a publicidade das plataformas, exigindo alertas de risco semelhantes aos aplicados aos maços de cigarro.

Quebrar o silêncio é o primeiro passo

Esconder o jogo por vergonha, mentir sobre perdas e isolar-se dos amigos e da família são os primeiros sinais de alerta de que a diversão deu lugar à dependência. A iniciativa de São Sebastião joga luz sobre um dilema moderno: até que ponto a sociedade está preparada para combater um cassino invisível que funciona 24 horas por dia dentro do bolso de cada cidadão?

Se você ou alguém que conhece precisa de ajuda, procure a Unidade Básica de Saúde ou o CAPS mais próximo no município. O acolhimento é sigiloso, humanizado e focado em reconstruir vidas.

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