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Brasil

Itamaraty nega visto a diplomatas dos EUA após relatos de missão para questionar urnas eletrônicas

Há 26 minutos Leitura de 2 min Por Hellem Mello
Itamaraty nega visto a diplomatas dos EUA após relatos de missão para questionar urnas eletrônicas

Governo brasileiro vetou a entrada de dois representantes do Departamento de Estado americano depois que reportagem revelou intenção de interpelar o sistema eleitoral do país.

​O Ministério das Relações Exteriores do Brasil (Itamaraty) negou os pedidos de visto solicitados por dois altos diplomatas do Departamento de Estado dos Estados Unidos: Riley M. Barnes, secretário-assistente, e Samuel Samson, subsecretário-assistente. A decisão de barrar a entrada dos representantes americanos ocorreu na última sexta-feira (24).

​A medida do governo brasileiro foi tomada em reação direta a uma reportagem do jornal norte-americano The Washington Post. Segundo a publicação, que citou autoridades de ambos os países, os diplomatas pretendiam desembarcar em Brasília para questionar a segurança e a transparência das urnas eletrônicas brasileiras.



QUEM SÃO OS DIPLOMATAS BARRADOS?

​Alerta na diplomacia e reação do governo

​A decisão de barrar a comitiva reflete a avaliação interna de que a visita violaria o escopo diplomático tradicional. Integrantes do governo e do Itamaraty consideraram a iniciativa uma tentativa indevida de ingerência na soberania nacional e no processo eleitoral.

OBSERVAÇÃO x INGERÊNCIA

O Brasil tem tradição em receber missões internacionais de observação eleitoral credenciadas. No entanto, a avaliação da diplomacia brasileira foi de que a agenda dos representantes norte-americanos não tinha caráter neutro ou técnico de acompanhamento, configurando um papel de questionamento político.

​O posicionamento de Washington

​Após a repercussão da matéria e a negação dos vistos, o Departamento de Estado dos EUA declarou que a comitiva pretendia cumprir agendas de diálogo sobre integridade eleitoral, liberdade religiosa e liberdade de expressão com a sociedade civil e autoridades locais, negando qualquer intenção de interferir no pleito brasileiro.

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