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Saúde

O Apito Invisível: Quando o Zumbido no Ouvido Deixa de Ser Incomodo e Vira Alerta de Saúde

20/08/2026 Leitura de 2 min Por Ester Bittencourt - Jornalista
O Apito Invisível: Quando o Zumbido no Ouvido Deixa de Ser Incomodo e Vira Alerta de Saúde

Imagine tentar dormir em uma noite silenciosa e ser recebido por um chiado persistente, um apito constante ou um som semelhante ao de uma cigarra. O zumbido no ouvido (tinnitus) é uma realidade que afeta cerca de 10% a 15% dos adultos. Para muitos, trata-se de um incômodo passageiro após um dia estressante ou uma festa barulhenta. No entanto, ignorar esse sinal pode custar caro à sua saúde auditiva.


Quando o Corpo Pede Socorro: Sinais de Alerta

Embora nem todo zumbido indique uma condição grave, especialistas alertam que certas características exigem investigação médica imediata. O limite entre um mero incômodo e um sinal de alerta depende de como e quando o som se manifesta:

Causas e Investigação

O zumbido não é uma doença em si, mas sim um sintoma de que algo no sistema auditivo ou circulatório precisa de atenção. Entre as origens mais comuns estão a exposição prolongada a ruídos de alta intensidade, a perda auditiva relacionada à idade (presbiacusia), o acúmulo excessivo de cera, o uso de determinados medicamentos e até disfunções na articulação da mandíbula (ATM).

Para chegar à raiz do problema, o médico ou fonoaudiólogo pode recorrer a avaliações detalhadas, como a audiometria, timpanometria e exames de imagem, caso haja necessidade de descartar alterações estruturais.

Apoiar-se na prevenção, como controlar o volume dos fones de ouvido e utilizar protetores em ambientes ruidosos, e respeitar os limites do corpo são atitudes indispensáveis para preservar a audição antes que o silêncio se transforme em um desafio diário.

Até que ponto estamos ignorando os pequenos ruídos que o nosso corpo usa para nos avisar que algo está errado?

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