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Cidades

O Retrato da Educação em Xeque: O Ideb 2025 nos revela uma região de duas velocidades

12/08/2026 Leitura de 2 min Por Guilherme AAraújo - Jornalista Investigativo (MTB 79157/SP) | Escritor | Ativista Político | Gestor em Políticas Públicas | Palestrante | Negociador e Mediador de Conflitos | Membro da ABI/RJ nº E-002885
O Retrato da Educação em Xeque: O Ideb 2025 nos revela uma região de duas velocidades

Os números do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2025, divulgados na última quarta-feira (5) pelo Inep, chegaram como um espelho para o Vale do Paraíba e o Litoral Norte. O que o reflexo mostra não é um cenário uniforme, mas uma região que caminha em duas velocidades distintas, onde a excelência e o alerta compartilham as mesmas salas de aula.

O topo e o desafio

Enquanto o estado de São Paulo consolida sua posição acima da média nacional, com nota 6,6 nos anos iniciais do ensino fundamental, nossos municípios narram histórias diversas. Guaratinguetá, com seus 6,7 nos anos iniciais, reafirma sua força educacional, acompanhada de perto por Aparecida e Pindamonhangaba (ambas com 6,6).

Contudo, é na outra ponta da régua que a reflexão se torna urgente. Ubatuba (4,2) e outras cidades da região enfrentam desafios expressivos no Ensino Médio, etapa que, de forma preocupante, registrou as menores médias em todo o levantamento regional.


Além dos números: O impacto da pandemia

Não se pode ignorar o que se esconde atrás das estatísticas. A secretária de Educação de Lorena, Sônia Aquino, trouxe à tona uma realidade nacional ao comentar a trajetória de seu município: o efeito devastador da pandemia de COVID-19. "Com a pandemia, houve uma queda absurda em todo o país", pontua, revelando que a superação desse abismo educacional tem sido uma luta diária de recomposição de aprendizagem e busca ativa de alunos faltosos.

O que dizem as gestões?

A diversidade de respostas revela a complexidade do momento:

A reflexão que fica

O Ideb 2025 é mais do que uma nota técnica; é um convite ao questionamento sobre o futuro da nossa juventude. Se as políticas estruturantes, como a tutoria pedagógica e a ampliação da carga horária mencionadas pelo Estado, estão sendo aplicadas, por que a disparidade entre municípios vizinhos ainda é tão latente?

A pergunta que ecoa para a sociedade civil, professores e gestores é: estamos preparados para converter esses dados em uma educação que não apenas avalie, mas que efetivamente transforme o futuro do Vale e do Litoral? O resultado de 2025 é um lembrete de que, na educação, a estagnação é o único erro que não podemos nos permitir.

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