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Cidades

O saque interrompido do esporte em Caraguá: Quadras de tênis do Cemug completam meio ano de paralisação e abandono

26/08/2026 Leitura de 2 min Por Jady, Jornalista, escritora, poeta e cientista politica
O saque interrompido do esporte em Caraguá: Quadras de tênis do Cemug completam meio ano de paralisação e abandono

O que deveria representar a modernização do esporte e a promoção do lazer em Caraguatatuba transformou-se em um emblemático retrato de atraso no cronograma de obras públicas. As quadras de tênis do Centro Esportivo Municipal Ubaldo Gonçalves (Cemug) completaram seis meses de paralisação total das intervenções. Prometido para ser devolvido à população em 12 de março de 2026, o equipamento esportivo segue de portas fechadas, gerando indignação entre atletas, alunos e moradores do município.

A interrupção dos trabalhos interrompeu treinos, turmas de aprendizado e projetos sociais que dependiam da regularidade da modalidade. O cenário atual contrapõe o discurso de incentivo à vida saudável com o abandono visual e a falta de perspectiva para a retoma das atividades.


O peso da espera e as explicações do poder público

A intervenção era aguardada há anos pela comunidade esportiva local. Em nota, a Secretaria de Esportes e Recreação ressaltou que as quadras não passavam por reformas significativas há cerca de uma década, justificando a necessidade dos reparos no complexo.

No entanto, a justificativa de desgaste acumulado não arrefece a frustração daqueles que viram o prazo de entrega expirar há seis meses sem uma nova data concreta para a inauguração.

"A reforma de um espaço público que não recebia atenção há dez anos é urgente, mas a paralisação prolongada transforma a melhoria esperada em frustração diária para quem usa o esporte como ferramenta de saúde e inclusão."

Transparência e respeito ao contribuinte

O caso das quadras do Cemug recoloca no centro do debate a eficiência da gestão de obras municipais em Caraguatatuba. Projetos que acumulam aditivos de tempo sem comunicação prévia e transparente com os usuários geram desconfiança e prejuízos diretos à formação de novos atletas e à ocupação saudável da juventude.

Enquanto os trâmites administrativos se arrastam na burocracia governamental, a raquete e a bolinha seguem guardadas. A comunidade esportiva aguarda mais do que notas oficiais com promessas de novos prazos: exige a definição clara de quando o Cemug voltará a cumprir sua função social com quadras prontas e acessíveis.

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