Quase Meio Século de Arte e Memória: Salão Waldemar Belisário Abre os 221 Anos de Ilhabela
Mais do que uma celebração estética, o início dos festejos do aniversário de 221 anos de Ilhabela ganha contornos de resgate cultural nesta sexta-feira (28). A Fundação Arte e Cultura de Ilhabela (Fundaci) promove a solenidade de premiação do 48º Salão de Artes Plásticas “Waldemar Belisário”, um dos certames mais tradicionais do país, às 19h, no Centro Cultural da Vila, acompanhada pela apresentação da Orquestra Popular de Ilhabela (OPI).
Caminhando para completar cinco décadas de história, o evento funciona como um vitrine viva da produção artística do Litoral Norte, do Vale do Paraíba e de diversas regiões do Brasil. Na cerimônia desta noite, o mistério sobre a classificação final das cerca de 45 obras pré-selecionadas será finalmente revelado. A premiação distribuirá reconhecimentos aos três primeiros colocados de diversas vertentes, pintura, escultura, técnica mista, desenho, fotografia, gravura e arte livre infantojuvenil, além do cobiçado Prêmio “Waldemar Belisário”, distinção máxima do Salão acompanhada de uma gratificação de R$ 3 mil.
A comissão avaliadora, composta por especialistas da área, submeteu os trabalhos a critérios rigorosos de originalidade, impacto visual e coerência expressiva. Com visitação gratuita garantida até o dia 27 de setembro, a exposição promete transformar o espaço urbano em um ponto de encontro entre o olhar contemporâneo e o legado das Belas Artes.
Diante do peso dessa trajetória, fica a reflexão: em tempos de consumo rápido e imagens efêmeras na era digital, como eventos quase cinquentenários como o Salão Waldemar Belisário resistem como pilares fundamentais da identidade e do patrimônio cultural de uma cidade?