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Cidades

Vozes Que Erguem Pontes: Como o Litoral Norte e o Vale Articulam o Futuro da Igualdade Racial

10/08/2026 Leitura de 2 min Por Guilherme AAraújo - Jornalista Investigativo (MTB 79157/SP) | Escritor | Ativista Político | Gestor em Políticas Públicas | Palestrante | Negociador e Mediador de Conflitos | Membro da ABI/RJ nº E-002885
Vozes Que Erguem Pontes: Como o Litoral Norte e o Vale Articulam o Futuro da Igualdade Racial

Como transformar discursos em políticas públicas concretas que alcancem quem mais precisa nas periferias e comunidades tradicionais do Litoral Norte e do Vale do Paraíba? A resposta para esse desafio reuniu gestores, especialistas, ativistas e a sociedade civil no palco do Teatro Municipal de São Sebastião durante o 3º Encontro de Lideranças Negras do Vale do Paraíba e Litoral Norte.

Depois de passar por cidades históricas como Aparecida e Cruzeiro, o fórum itinerante fincou raízes na costa paulista com uma missão clara: orientar, articular e acelerar a criação de conselhos municipais voltados à igualdade racial, garantindo que os municípios tenham ferramentas jurídicas e orçamentárias para enfrentar o racismo estrutural.



O Fortalecimento Institucional Como Caminho

Organizado pelo Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial (Compir) de São Sebastião, órgão instituído pela Lei Municipal nº 3.113/2025, o evento contou com a parceria do Governo Municipal, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e do Conselho Estadual de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra (CPDCN/SP).

A mesa de debates reuniu autoridades de peso do cenário estadual e nacional, entre elas:

O foco das discussões esteve na necessidade de conectar os municípios ao Sinapir, garantindo que projetos locais de combate às desigualdades raciais e ações afirmativas recebam repasses financeiros e respaldo técnico direto da União e do Estado.

Representatividade e Redes Regionais

A realização do encontro no Litoral Norte joga luz sobre as especificidades de um território onde comunidades quilombolas, caiçaras e populações urbanas periféricas enfrentam desafios únicos de acesso a serviços públicos, moradia e oportunidades de trabalho.

Promover o intercâmbio de experiências entre pesquisadores, lideranças comunitárias e gestores públicos fortalece as redes de proteção social e incentiva que cidades vizinhas, como Caraguatatuba, Ilhabela e Ubatuba, ampliem a implementação de conselhos e planos municipais de equidade racial.

Diante desse movimento de articulação regional, fica a reflexão: Como a sociedade civil e os governos locais podem atuar juntos para garantir que os conselhos municipais não sejam apenas estruturas formais, mas instrumentos vivos de transformação social?

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